Projeto de Transportes de Calcário – Pró-Calcário

06 / Nov / 2018 - 08:49

Projeto de Transportes de Calcário – Pró-Calcário

Apresentação:

Por muitos anos o Município de Porto Velho foi considerado improdutivo tendo em vista a acidez de seus solos e consequentemente sua baixa fertilidade, porém, essa concepção vem sendo ultrapassada com a incorporação de novas áreas produtivas consideradas de média a boa fertilidade. No entanto, os solos mais representativos do município se evidenciam pela necessidade de correção de sua acidez para melhorar as condições de uso, com a aplicação de Calcário e a consequente melhoria de sua fertilidade.

A existência hoje no Estado das minas de Calcário, em Pimenta Bueno e Santa Luzia, vem trazendo novas alternativas de produção, principalmente para áreas com maior proximidade das referidas minas, já que muitos utilizavam o Calcário de Cáceres – MT, que embora ainda com custo elevado pela questão de logística, pois além da dificuldade de transportes, o seu preço o tornava muitas vezes inviável, era a única alternativa encontrada pelos produtores do sul de Rondônia. Porem para o Município de Porto Velho, com uma extensão territorial de 34.068 km², o maior município do estado, com 09 (nove) distritos, as dificuldades de utilização do referido insumo pelos nossos produtores, ainda perdura, o custo do transporte o inviabiliza.

Atualmente, existe pelos produtores do município uma consciência formada para o maior aproveitamento das áreas já desmatadas e encapoeiradas, pelo aumento da produção, pelo incremento da produtividade e melhoria da qualidade de seus produtos, o que os levam a corrigir o principal fator limitante do uso de seus solos, a sua acidez, que “promove o aparecimento de elementos tóxicos para as plantas, como o alumínio, o ferro e o manganês, além de causar a diminuição da presença de nutrientes como Fósforo (P), Potássio (K), Cálcio (Ca), Magnésio (Mg), Boro (B) e Molibdênio (Mo) (OLIVEIRA et al, 2005).

Nesse sentido, a Subsecretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, vinculada administrativamente a Secretaria Municipal de Integração – SEMI, e que tem a finalidade de, formular, executar, avaliar e supervisionar as políticas voltadas ao desenvolvimento agropecuário, pesqueiro, florestal e agroindustrial, está se propondo através do Projeto Pró-Calcário, a efetuar gratuitamente o transporte de Calcário, tornando-o acessível aos produtores rurais, uma vez que o custo do transporte vem limitando o potencial produtivo dos nossos solos.

Justificativa

Solos mais representativos do município, são os Latossolos Vermelho – Amarelos e Latossolos Amarelos, que apesar de apresentarem boas qualidades físicas, possuem baixa fertilidade química, o que é demonstrado pela elevada acidez (pH de 4 a 5,3), enquanto que a faixa de pH que apresenta maior disponibilidade da maioria dos nutrientes essenciais então disponíveis para as culturas está na faixa de 5,8 a 6,2 (EMBRAPA, 2004). A acidez dos solos promove o aproveitamento de elementos tóxicos para as plantas, como o alumínio, o ferro e o manganês, além de causar a diminuição da presença de nutrientes como o fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg), boro (B) e Molibdênio (Mo) (Oliveira et al, 2005), o que os torna essencialmente fracos. Com o objetivo de fazer uma caracterização da fertilidade dos solos de Rondônia a partir das amostras enviadas ao laboratório de solos da UNIR, Barboza et al, identificou a partir de 575 amostras de solos, que 61% dos solos analisados foram classificados como ácidos, com certeza que se analisados somente amostras do Município de Porto Velho a acidez dos nossos solos seria de um percentual bem mais elevado.

Porto Velho , com base nas seguintes informações fornecidas pelo IBGE/GCEA-RO, safra 2015/2016, foi levantada uma áre a de 38437 ha de lavoura como arroz, milho ,feijão, soja, banana, café, cacau e mandioca , no caso, considerando que 30% já foram corrigidos ,principalmente nas áreas plantadas com soja e milho safrinha, tem-se a necessidade de estruturar em 26.906 ha. No que diz respeito a pecuária o município, segundo o informe e semestral de campo da Agência de Defesa Sanitária Agropastoril de Rondônia-IDA RON, REFERENTE A 41º etapa de vacinação contra febre aftosa, período de 15/10/20 16 a 15/11/2016, atingiu 901.082 bovinos, dos quais 767.114 são bovinos de corte e 133.305 bovinos de leite. Considerando a necessidade de efetivar um maior incentivo a esta atividade, atribuindo-se uma capacidade de suporte de 1,5 cabeças/ha tem se uma área de pastagem de 88.870ha, que devem ser melhoradas para contribuir com incremento da produtividade leiteira.

Assim sendo somados as áreas de lavouras e do rebanho bovino de leite, pode- se considerar um total de 115.776/ha cuja a acidez precisa ser corrigida com o propósito de melhorar a fertilidade de seus solos e consequentemente elevar a produtividade e produção da atividade acima considerada. Atribuindo-se uma média de 4 (quatro) toneladas por hectare, seriam necessárias 463.104 toneladas deste insumo, uma demanda considerável, que mesmo integrando os setores da iniciativa privada e pública, só será atingido a longo prazo, principalmente no que diz respeito a correção dos solos para atividade leiteira. Por outro lado, o custo do transporte que e em média é 4 vezes superior o valor da tonelada de calcário nas usinas do governo (CMR) e Cesar Cassol, dependendo da localização em Porto Velho, pode atingir a R$250,00/tonelada, é bastante elevado, dificultando sobremaneira a sua aquisição, inclusive em se tratando de produtor de agricultura familiar.

Dessa maneira, demonstra-se premente necessidade de subsidiar o transporte desse importante insumo para ser incorporado nos nossos solos, melhorando o ambiente e a disponibilidade de nutrientes para as plantas, contribuindo para o aumento do rendimento das culturas. A SEMAGRIC, em 2017 tomou a iniciativa de realizar transporte das usinas para as diversas regiões de Porto Velho, a custo zero para o produtor rural, cabendo ao mesmo a sua aquisição ao valor de usina

No entanto, a nossa grande dificuldade tem sido a indisponibilidade de carreta Bi trem para realizar o seu transporte, no momento, tem sido realizado com apenas uma carreta com carroceria de 30 t, o que vem dificultando sobremaneira o atendimento da demanda atual de mais de 2000 t já adquiridas pelas associações e também pelo produtor individualmente. Precisamente teríamos que dispor para atender efetivamente a nossa necessidade no mínimo mais 4 (quatro) carretas Bi trem. Convém salientar, que o alicerce para impulsionar o processo da nossa agropecuária passa pela correção da acidez de nossos solos.

Objetivo Geral

Viabilizar o transporte de Calcário para os produtores rurais de Porto Velho, através da aquisição de carretas Bi trem, visando reduzir o custo do mesmo para diminuir a acidez dos nossos solos e consequentemente proporcionar a melhoria da sua fertilidade.

Objetivos específicos:

Colocar à disposição dos produtores rurais carretas Bi trem para o transporte gratuito do Calcário.

Orientar as Associações e Produtores quanto aos procedimentos que se fazem necessários à sua aquisição pelos mesmos e quanto a entrega do referido insumo.

Disponibilizar distribuidores de Calcário, principalmente para as associações dos pequenos produtores, para proceder a incorporação do mesmo em sua área de plantio.

Meta:

A demanda atual para o transporte de Calcário no presente exercício é de 2060 t, já pagos pelo produtor, foram transportados somente 360 t até a presente data. Podendo se estabelecer para 2018, caso sejam adquiridas as carretas Bi trem solicitadas o transporte de 6.000 toneladas.

Metodologia

O frete para o transporte de Calcário das usinas até Porto Velho em média deve ficar em torno de R$250,00/t, basicamente triplica o valor do mesmo da base de fornecimento ao local de entrega, o valor na usina CRM/GE é de R$50,00/tonelada, deva chegar em torno de R$250,00/ tonelada. Na Usinas César Cassol o valor é correspondente, no que pese ser mais caro a tonelada, R$55,00, porém a distância é menor e a estrada de melhor trafegabilidade, no entanto, fica a critério do produtor o local de fornecimento. O interessado deverá, após a solicitação do pedido ao gabinete, ir ao Departamento de Desenvolvimento Rural, que informará os procedimentos necessários para viabilizar o transporte do referido insumo, cuja aquisição será feita pelo mesmo, de maneira que o transporte deva obedecer uma.

A carga do veículo transportador também deve ser completa, caso a solicitação não atinge a carga, a associação solicitante deverá complementar com outros interessados, o mesmo ocorrendo com o produtor não associado.

Orçamento

Os custos referentes ao transporte de Calcário por conta da SEMAGRIC, através do orçamento vinculado a esta subsecretaria, aonde deverão cobrir despesas como combustível, lubrificantes, peças, pneus e diárias.

De acordo com pesquisa de mercado o valor de uma carreta Bi trem está em torno de R$650.000,00(seiscentos e cinquenta mil reais) refazendo um total de R$1.300.000,00 (Um milhão e trezentos mil reais), para aquisição dos referidos veículos.

Prazo de vigência:

A princípio o referido programa deva ter um caráter de continuidade, em função da constante necessidade de aplicabilidade desse produto no processo de produção.

Fale conosco

Em caso de dúvidas ou mesmo de denúncias, as mesmas podem ser encaminhadas ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal de Porto Velho no endereço eletrônico: (semagric01@hotmail.com), ou pelos telefones (69) 3901-3371 ou 3901-2876.


Endereço e Horário de Atendimento ao Público
Endereço: Rua Mario Andreazza com José Amador dos Reis, s/n - Bairro JK II (Ao lado da Semob).
Telefones: (69) 3901-3371 - Gabinete - 3901-2876
Horário de atendimento ao público: de segunda a sexta feria das 07:30 AS 13:30 horas.

.